segunda-feira, 5 de maio de 2008

Por meros segundos....

Olá!!!!
Dias soalheiros estes que passam tão rápido que as vezes nem temos tempo para respirar, por vezes é mais que um dia parecem horas repentinas, que cortam o ar da noite como um trovão e ilumina tudo há sua passagem.
Por meros segundos julgo te ver e saber que realmente aí estás, mas a dor tolda-me a visão e não vejo mais nada, além de um simples trovão que surgiu das nuvens altas e iluminou este quarto e este coração por breves segundos.
Mas nesses mesmo segundos que ilumina a minha vida, ilumina também a minha alma de certezas que antes não tinha, e por incrivel que por vezes o mundo possa parecer, algo se move na escuridão e me assusta sabendo que tudo não passa de ilusão sem sentido de prosseguir. Agarro as sombras do tecto com o meu olhar e cruzo o quarto ha procura de algo novo, algo que não seja de lá e sei que nada mais existe. Tudo igual o impotente armário que nada de novo traz, simplesmente uma vida desmentida de enganos e luxos, uma vida que quero retirar do meu ser para ser eu num só, porque para se andar bem vestido não é preciso roupas caras, mas escolher com o dom do olhar cada peça.
Vagueio novamente no curto espaço e nada mais encontro além de uma secretária com um computador fechado, fechado ele como está a minha alma desde o além. Fecho os olhos e por breves instantes revejo-te em mim, revejo o teu pensamento, a tua aurea, a tua vida e nada mais sinto quando passa há minha frente, e nada mais anseio quando vejo e nada mais preciso neste momento São breves transfusões que se erguem nos fios da minha memória e que renascem no meu ser para eu sentir uma pontada de felicidade. E quando abro novamente para o mundo, é tudo igual.
Outro relampago, outro som, outra luz se avizinha e traz-me a certeza que és tu que estás ali, que és tu que me queres falar de algo que eu ainda não sei, mas que quero descobrir se me o permitires que assim seja, se não vivo com a incompreenção de não saber o que me tinhas para dar, naquele momento, que eu cego pela luz não soube ver além de ti e do que tu querias.

Lembro-me quando criança que fui, que ainda hoje trago comigo, essa doce inocencia que os trovões não era se não Deus zangado por termos feito asneira. Há noite deitado muitas vezes no soalho frio, quando as tardes eram abafadas, mas o céu encoberto e as noites nos traziam o espectáculo que se tinha vindo a preparar, nós dois ali deitados lado a lado, no frio, no chão, cobertos por um simples resgardo velho que pertencia a nós, e derrepente começava, longe primeiro, tão longe que nem conseguia ainda ouvir o rugido, e quando se abatia sobre a humilde casa que ainda erguia o telhado, tudo lá fora parecia um inferno, o rugido era forte, era alto, era respeitoso de se ouvir e ter medo, e quando se abatia sobre as paredes, parecendo que tudo iria cair naquele momento.

Era a tua mão que sentia agarrada a minha a dizer que estava tudo bem, que já iria passar, que ias estar sempre ali para me proteger, e quando me protegias eu sabia que era verdade, eu sabia que estavas sempre ali para me proteger, eu sabia que a tua mão estava sempre ali para me segurar e dar a certeza que nada de mal ia acontencer. E hoje sózinho no meio da trovoada, aqui deitado, lembro-me dessas vezes, lembro-me da tua mão, que vezes sem conta segurou a minha e deito a mão de fora e sei que estás novamente a dar-me a mão e tenho a certeza que é a tua porque está quente, está firme apertada contra a minha, e me diz que está tudo bem que nada de mal me vai acontencer que vamos vencer mais uma vez.

Saudades eternas de alguem que te ama

5 comentários:

Anónimo disse...

uau Filipe fiquei seriamente imprexionada com o teu blog e tb gostei mt axerio.
Compreendo o teu sofrimento e sabes que o partilho...
Gostei mm mt
tem forxa e akedita k exa mao estara ai xempe pa ti tal cmo xempe teve pa nos todos. adwotiiiii

Anónimo disse...

haa eskexime
LU

Anónimo disse...

é Nuno temos poeta sim senhor.
Estás a impressionar-me bastante até
estou a gostar do que estou a ver nem pareces tu

beijinhos
Céci

Vivemos o que aprendemos disse...

Muito profundo, sim.
Gostei da maneira que escreveste.
Achoq ue percebi o que quiseste dizer.
E como disse a Lucia, essa mao estará sempre a proteger-te e a impedir que nenhuma trovoada te faça mal!
Entedo a dor e angustia. Estou contigo, por ele, por ti por todos nos :)

Anónimo disse...

uau Nuninho
fiquei mesmo muito impressionada. nunca esperei tal coisa de ti. estou muito orgulhosa de ti. ainda bem que não tens problemas em expressar assim o que sentes ao menos se não falas que escrevas que alivia muito. Gostei muito.
beijinhos
adoro-te

Carla