terça-feira, 29 de abril de 2008

Enfrentar a realidade

Olá a todos e a todas.
Por onde começar que nem sei, dias confusos estes que me deixam baralhado.
Na sexta depois de sair do trabalho resolvi meter-me a caminho de França, perguntei há Mónica se podia levar o Pedro comigo, pois ele iria gostar. Já tinha saudades apesar de tudo do país onde fui criado e onde tenho muitos amigos meus. A viagem foi calma e o Pedro ia-me perguntando algumas coisas. Chegamos a França já era um pouco tarde, os meus pais não estavam própriamente a contar comigo nem com o Pedro e ficaram surpreendidos, mas ao mesmo tempo contentes, apesar de os ter viso no dia dos meus anos, é sempre bom estar com eles.
Assim que entrei em casa aquele cheirinho a comida da mama, convidou-me ao jantar, não tinha comido nada desde o almoço, só tinhamos parado uma vez para ir há casa de banho e o Pedro comer qualquer coisa.
Fui meter as malas ao meu quarto, as coisas estavam exctamente iguais como as tinha deixado quando me fui embora, nada fora do lugar, o computador, a colcha azul, tudo igual, a minha mãe entrou e disse que não poderiamos durmir ali pois o Pedro não tinha cama. Sugeriu irmos durmir para o antigo quarto do meu irmão, admito que não queria muito pois aquele quarto trazia-me inumeras recordações e estar ali era como sentir-me "um estranho". Peguei nas malas e levei para o quarto da frente (o do meu irmão), assim que entrei e acendi a luz algo me trespassou, algo me fez recuar no tempo, há minha infancia, há nossa infancia.
Olhei para o quadro de fotos que o meu irmão tem lá, entre muitas fotos vi dele com a Lúcia, eu e ela, nós os 3, mas essencialmente uma minha e dele quando tinhamos eu 7 e ele 9. As lágrimas tentaram sair mas eu traqueias, porque a minha mãe tinha entrado no quarto para fazer as camas.
Eu fiquei no sofá-cama que o meu irmão lá tem e o Pedro ficou na cama, apesar de confortável não consegui durmir nada tal era o desconforto de ali estar.
Foi um fim de semana que passou rápido, estive com os meus amigos e amigas, fomos para as noitadas e divertimo-nos juntos. Estava a precisar de descontrair.

Foi duro encarar esta realidade sem o meu irmão, por vezes os mais infimos pormenores nos trazem lembranças e desejos esquecidos de infancia. são tantas as saudades que as vezes parece um sufoco, queremos livrar-nos do que é impossivel, pois quase tudo traz ele, uma musica, uma palavra, um objecto, tudo e nada trazem ele no pensamento.
Quantos não sabem a sorte que tem por ter os amigos com ele, pobres de nós que perdemos a melhor riqueza que tinhamos na vida, esta vida que nos foge num longo caminho torturoso que nos acaleta a esperança do reencontro.

Saudades é tudo o que resta das coisas vividas, das experiencias trocadas, dos segredos contados, da magia do que existia há nossa volta, e se hoje olho para trás e sorrio é porque tive a honra de ter como meu irmão a melhor pessoa que conheço, a pessoa mais justa, mas humilde, mais sincera que conheci.
São ests pequenos valores que devemos procurar.

4 comentários:

Anónimo disse...

é triste encarar esta realidade com medos, é triste não saber que novas recordações nos trará o dia...mas sou feliz porque tive uma pessoa como ele na minha vida, uma pessoa humilde, sinceramente, kerida e meiga, tinha tudo de bom...as pexoas boas partem xempe antes de nós, porque são precisas noutro local...

=)

beijos
adorte
Lu

Vivemos o que aprendemos disse...

Pois.. que estranho. Li o blog e ficquei com uma sensaçao tao estranha. Nem sei que dizer.. e imagino o quanto mau foi.. aserio =S
Era a melhor pessoa que conhecia admito. Gostei e gosto muito dele.
Jamais morrera em mim e em nós.
<3.

Anónimo disse...

o que mais custa é o facto de saber que nunca mais vamos ter o sorriso dele, a boa disposição dele, tudo o que el tinha de bom, sim porque o teu irmão era a pessoa mais responsável, mais directa e mais humilde que conheci
só nos resta as saudades da recordação e de tudo o que vivemos juntos...

Vasco

Anónimo disse...

Ola Nuno
deve-te ter cutado imendo ter visto aquilo tudo né lindo?
Imagino o teu sofrimento a olhar para as coisas do teu irmao como se ele ainda ali estivesse. Quero que saibas que estamos sempre aqui para o que precisares, apesar de não gostares de falar sabes que estamos aqui.

beijinhos grandes
Sisi